A sessão desta sexta-feira tende a registrar baixa liquidez, típica do período de Black Friday, com os mercados norte-americanos operando em horário reduzido — as bolsas de Nova York encerram às 15h e o mercado de Treasuries fecha às 16h. A ausência de indicadores relevantes na agenda dos EUA reforça o ambiente de volatilidade contida.
Os futuros de petróleo recuam levemente, refletindo ajustes técnicos após os movimentos recentes, enquanto as bolsas europeias exibem fraqueza, com Londres e Paris tentando sustentar leves altas. Na Ásia, o pregão terminou sem direção única, embora Tóquio tenha se destacado positivamente, impulsionado pelo setor industrial.
No Brasil, a divulgação do resultado primário de outubro e da Pnad Contínua tende a agregar pouco às expectativas para o Copom de janeiro. As falas recentes do diretor Gabriel Galípolo reforçaram uma postura mais conservadora do Banco Central, ao afirmar que a autoridade monetária “não se emociona” com dados pontuais — comentário interpretado como resposta ao Caged, que trouxe criação de vagas abaixo do esperado.
O BC segue comprometido com a convergência ao centro da meta, ainda que isso demande mais tempo. No âmbito corporativo, o foco recai sobre o Novo Plano de Negócios da Petrobras, que deve orientar o humor dos investidores no pregão doméstico.





