Analise Ouro (XAUUSD) – 14 Novembro 2025

O ouro encerrou o pregão em queda, refletindo um ajuste nas expectativas em relação ao Federal Reserve diante da ausência de novos dados econômicos nos Estados Unidos. Com uma agenda esvaziada, o mercado reagiu de forma mais intensa aos comentários de dirigentes do Fed, que adotaram um tom mais prudente e reforçaram que ainda não há confiança suficiente para considerar cortes de juros no curto prazo.

Essa comunicação mais rígida impulsionou os rendimentos dos Treasuries e fortaleceu o dólar ao longo do dia, dois fatores que tradicionalmente pressionam o metal precioso.

A combinação de incerteza macroeconômica e falta de catalisadores positivos levou muitos investidores a realizarem lucros após a forte movimentação recente, ampliando a pressão vendedora no período da tarde.

Sem indicadores capazes de confirmar uma desaceleração mais consistente da economia americana, prevaleceu uma postura mais defensiva por parte dos traders, mantendo o ouro em terreno negativo até o fechamento.

Noticias de Mercado – 14 Novembro 2025

A reabertura do governo nos Estados Unidos trouxe mais perguntas do que respostas. A interrupção temporária das operações federais comprometeu a coleta de dados essenciais, e indicadores-chave — como a taxa de desemprego de outubro — simplesmente deixarão de existir.

Essa lacuna estatística adiciona ruído ao processo decisório do Federal Reserve, que agora enfrenta um cenário de menor visibilidade. O resultado é um mercado dividido quanto à reunião de dezembro, enquanto o temor de uma possível sobrevalorização no setor de tecnologia volta a pressionar o sentimento em Wall Street.

Na China, o sinal também foi misto. A produção industrial de outubro veio abaixo das projeções, reforçando preocupações sobre a força da recuperação, mas as vendas no varejo mostraram leve surpresa positiva, sugerindo algum suporte via consumo.

No Brasil, o foco recai sobre o Banco Central. Diretores da instituição se reúnem hoje com economistas em São Paulo, em meio a expectativas crescentes sobre o timing do início do ciclo de cortes da Selic.

A agenda doméstica ainda inclui a divulgação do IGP-10, da Pnad Contínua — tradicionalmente sensível para o mercado de juros — além do Prisma Fiscal e da participação do ministro Fernando Haddad, que pode trazer novidades sobre o pacote de ajustes. A temporada de balanços na B3 segue como outro vetor relevante de curto prazo.

Nos mercados internacionais, o dia começou pressionado. As bolsas asiáticas encerraram o pregão em baixa, refletindo o tombo de Wall Street na véspera e a decepção com os dados chineses, alimentando um ambiente global de maior cautela.

Analise Petroleo (BRENT) – 13 Novembro 2025

O petróleo encerrou a sessão de hoje em alta, sustentado por um movimento de recuperação moderada apesar do ambiente macroeconômico mais desafiador após as declarações do dirigente do Federal Reserve, Hammack.

O avanço dos preços ocorreu em meio a um equilíbrio delicado entre expectativas de demanda e reajustes de posicionamento, mesmo com a sinalização de que a política monetária dos Estados Unidos deverá permanecer restritiva por mais tempo. Hammack destacou que a inflação segue elevada e caminhando “na direção errada”, reforçando que as tarifas recentemente anunciadas devem pressionar os preços até o início do próximo ano — fatores que, em tese, poderiam limitar o apetite por ativos cíclicos.

No entanto, o petróleo encontrou suporte na percepção de que, apesar das pressões inflacionárias, a economia norte-americana ainda demonstra “notável resiliência”, o que suaviza temores de uma desaceleração mais brusca no curto prazo.

A leitura de que o mercado de trabalho permanece relativamente equilibrado, mesmo com sinais de enfraquecimento e desemprego próximo do pico recente, contribuiu para estabilizar expectativas de demanda.

Analise Ouro (XAUUSD) – 13 Novembro 2025

O ouro fechou em queda nesta quinta-feira, refletindo um contexto que pesou sobre seu desempenho. Os rendimentos dos títulos públicos dos EUA — em particular os de longa maturação — avançaram, elevando o custo de oportunidade de ativos não remunerados como o ouro.

Ao mesmo tempo, sinais contraditórios vindos da Federal Reserve (Fed) e a redução nas probabilidades de corte de juros em dezembro fragilizaram o apelo de proteção do metal. O mercado monitorou atentamente a escalada das yields e o fortalecimento do dólar como vetores adversos à cotação do ouro.

A combinação entre aumento de taxas reais, menor viés dovish da autoridade monetária e menor impulso de procura por refúgio técnico parece ter comprometido o momento altista. Embora os fundamentos de longo prazo — como a diversificação de reservas por bancos centrais e a postura de hedge contra incertezas — continuem intactos, o ambiente de curto prazo mostra-se mais adverso para novas escaladas.

Em suma, o recuo de hoje não necessariamente invalida a narrativa estrutural de valorização, mas indica que o ativo enfrenta agora uma fase de ajuste e que os investidores devem acompanhar com rigor os próximos passos da política monetária dos EUA e o comportamento das taxas de juros reais.

Noticias de Mercado – 13 Novembro 2025

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite de ontem o projeto que encerra o shutdown após 43 dias de paralisação. O texto foi rapidamente sancionado pelo presidente Donald Trump, permitindo a retomada das atividades do governo federal.

A partir de agora, as atenções do mercado se voltam para a divulgação dos indicadores econômicos que ficaram represados durante o período, já que a ausência desses dados dificultou a leitura do Federal Reserve sobre a real condição da economia e limitou a visibilidade para futuras decisões de política monetária — especialmente em relação a novos cortes na taxa de juros.

No cenário doméstico, os investidores ainda repercutem as declarações do presidente interino do Banco Central, Gabriel Galípolo, que refrearam as expectativas mais dovish sugeridas pela ata do Copom. O tom adotado reduziu as apostas de uma nova redução da Selic já na reunião de janeiro, levando o mercado a reprecificar a curva de juros futuros.

Na agenda local, a nova rodada da pesquisa Quaest, com cenários atualizados para a eleição presidencial, abre o dia político. Em seguida, o foco se desloca para a divulgação das vendas do varejo de setembro e para a teleconferência de resultados do Banco do Brasil, marcada para as 9h. As ações da instituição recuaram 0,45% no after market, refletindo a leitura inicial do balanço divulgado na véspera.

Noticias de Mercado – 12 Novembro 2025

O mercado internacional inicia o dia sob o impacto da votação, na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, do projeto que põe fim ao impasse do shutdown. A expectativa de aprovação reduziu o sentimento de aversão ao risco e reavivou as apostas em corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro, sobretudo com a retomada da divulgação de dados econômicos que haviam sido adiados durante a paralisação.

No Brasil, o ambiente também permanece favorável a ativos de risco. A ata do Copom, com tom mais dovish, aliada a um IPCA benigno, reforçou as chances de que o Banco Central retome o ciclo de cortes da Selic em janeiro, sem, contudo, comprometer o diferencial de juros que sustenta o carry trade. Esse movimento tem pressionado o dólar para baixo e impulsionado o Ibovespa a sucessivos recordes, refletindo um fluxo consistente de capital estrangeiro.

Na agenda do dia, os investidores acompanham o relatório mensal da Opep, que pode influenciar os preços do petróleo, além de uma nova pesquisa Quaest sobre a avaliação do governo Lula. O mercado também monitora as falas de dirigentes do Federal Reserve, o volume de serviços no Brasil e uma entrevista e palestra do diretor Gabriel Galípolo. No campo corporativo, o destaque fica para o balanço do Banco do Brasil, previsto para divulgação após o fechamento dos mercados.

Analise Petroleo (BRENT) – 11 Novembro 2025

O mercado de petróleo encerrou o pregão com uma elevação moderada dos preços, sustentada principalmente por indícios de contenção da oferta e pelo renovado protagonismo das tensões geopolíticas.

Em particular, o agrupamento OPEC+ decidiu suspender os aumentos previstos de produção no primeiro trimestre de 2026 — comportamento interpretado como medida preventiva frente ao risco de um excedente de oferta.

Tal postura reforça a premissa de que os produtores estão empenhados em manter um patamar de preços mais robusto, reduzindo temporariamente a pressão de oferta e estabilizando o cenário de referência.

Do ponto de vista técnico, o movimento de hoje confirma um viés de alta de curto prazo e projetamos como alvos imediatos as faixas de US$ 66,40 e posteriormente US$ 68,60 por barril.

Analise Ouro (XAUUSD) – 11 Novembro 2025

O metal precioso encerrou a sessão com leve recuo principalmente devido à realização de ganhos de curto prazo após a forte alta de ontem, mas ainda exibe um perfil técnico de força fundamentado.

No pregão de hoje, o preço de referência para o ouro manteve-se acima do patamar de US$ 4.100 por onça, suportado por um ambiente macroeconômico de incerteza e por expectativas de que Federal Reserve (Fed) possa flexibilizar sua política monetária no médio prazo.

Os dados fundamentais que sustentam esse viés incluem a queda recente na força do dólar norte-americano, o que torna o ouro relativamente mais caro para detentores de outras moedas e, portanto, mais atraente. O fim do shutdown nos EUA é um outro fator de risco a menos no cenário global, e representa também uma pressão a menos de alta para o ouro.

Noticias de Mercado – 11 Novembro 2025

Os mercados globais operam hoje com um viés positivo, mesmo diante do feriado do Dia do Veterano nos Estados Unidos, que mantém fechado o mercado de Treasuries. As bolsas de Nova York, entretanto, funcionam normalmente e seguem refletindo o otimismo em torno do avanço político em Washington, após o Senado aprovar o projeto que viabiliza a reabertura do governo americano — encerrando o impasse que vinha elevando a incerteza fiscal e pressionando os prêmios de risco. A expectativa é de que a proposta seja apreciada pela Câmara dos Representantes nos próximos dias, consolidando o fim do shutdown mais longo da história recente.

No cenário internacional, a agenda econômica é esvaziada, o que tende a resultar em uma sessão de menor volatilidade externa. Já no Brasil, a atenção dos investidores se volta para dois eventos de peso para o mercado de juros: a divulgação da ata do Copom, às 8h, e o IPCA de outubro, às 9h. O conteúdo da ata deverá oferecer novos sinais sobre o ritmo e a extensão do ciclo de cortes da Selic, enquanto o dado de inflação é essencial para calibrar as expectativas de política monetária até o final do ano.

No campo corporativo, o destaque do dia é o balanço do BTG Pactual, divulgado antes da abertura do pregão. O desempenho do banco tende a influenciar o humor do setor financeiro e, por consequência, o comportamento do Ibovespa.

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar hoje o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, medida com impacto relevante sobre o consumo e a arrecadação federal.

Analise Petroleo (BRENT) – 07 Novembro 2025

O mercado de petróleo encerrou a sessão em leve alta após três dias consecutivos de queda, em um movimento de recuperação moderada, porém ainda limitado por persistentes desequilíbrios entre oferta e demanda.

Do lado da oferta, a produção elevada por parte dos principais exportadores segue como um fator de pressão, uma vez que, apesar de ajustes pontuais ou interrupções temporárias em cortes previamente anunciados, o volume disponível permanece elevado, alimentando a expectativa de incremento nos estoques globais.

Em termos técnicos, os preços encontraram suporte próximo aos níveis atuais, com a liquidez permanecendo estável; no entanto, o sentimento predominante entre os agentes de mercado segue cauteloso. O recente recuo e a possibilidade de uma segunda semana consecutiva de desvalorização indicam que a trajetória de recuperação ainda enfrenta resistência.

Na ausência de catalisadores relevantes — como uma melhora significativa no ritmo da demanda global ou uma redução inesperada na oferta —, novas pressões baixistas não podem ser descartadas.

No curto prazo, o cenário mais provável aponta para movimentos de consolidação ou correções marginais, enquanto os investidores monitoram atentamente os dados de estoques, as diretrizes de política da OPEP+ e os sinais de tração no consumo internacional de energia.