Noticias de mercado – 26 Novembro 2025

A agenda econômica desta terça-feira veio esvaziada nos Estados Unidos após o adiamento de dois indicadores relevantes que estavam previstos para hoje — o PCE de outubro, agora programado para 5/12, e a nova leitura do PIB do 3º tri, ambos atrasados pelo shutdown. Mas na agenda desta quarta-feira, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o Livro Bege devem oferecer novos sinais sobre a trajetória monetária, reforçando as apostas de corte de juros em dezembro, que já alcançam quase 85% no CME FedWatch.

Nos mercados internacionais, o sentimento segue positivo. Os futuros de Nova York operam em alta, acompanhados por ganhos nas bolsas europeias, sustentados pela perspectiva de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve e pela possibilidade de Kevin Hassett assumir o comando do Fed. O avanço das negociações de paz na Ucrânia também contribui para a melhora do apetite ao risco.

No Brasil, a divulgação do IPCA-15 de novembro, às 9h, deve consolidar o cenário de desaceleração inflacionária e ampliar a probabilidade de redução da Selic em janeiro, que já chega a 88% na B3. O único fator de pressão permanece no front fiscal, após o Senado aprovar o projeto de aposentadoria especial para agentes de saúde, medida com impacto bilionário sobre as contas públicas.

Analise Petroleo (BRENT) – 25 Novembro 2025

O petróleo fechou o dia em baixa, refletindo principalmente a redução do prêmio geopolítico após novas sinalizações de avanço nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia. A dinâmica do dia foi predominantemente influenciada pela expectativa de desescalada do conflito no Leste Europeu. Relatos de que a Ucrânia teria aceitado os “termos centrais” da proposta de paz mediada pelos Estados Unidos aumentaram a percepção de que um acordo pode estar próximo.

Esse fator, por si só, reduziu significativamente o prêmio de risco associado ao fornecimento de petróleo russo, considerado um dos principais vetores de volatilidade do mercado ao longo dos últimos anos. A diminuição da probabilidade de interrupções abruptas de oferta pressionou os preços para baixo ao longo da sessão.

Paralelamente, continuam pesando sobre o mercado as projeções de aumento estrutural da oferta global nos próximos trimestres. Estimativas de instituições financeiras apontam para a possibilidade de um superávit na ordem de 2 milhões de barris/dia em 2026, cenário que reforça a percepção de excesso de produção e limita qualquer tentativa mais consistente de recuperação dos preços no curto prazo.

Essa expectativa, somada à leitura de que a demanda global cresce em ritmo moderado, tem mantido o mercado em uma configuração bearish desde o início do quarto trimestre.

Analise Ouro (XAUUSD) – 25 Novembro 2025

O mercado do ouro encerrou a sessão em alta, sustentado por uma reprecificação significativa das expectativas de política monetária nos Estados Unidos. Ao longo do pregão, o metal precioso respondeu positivamente às declarações de dirigentes do Federal Reserve, que sinalizaram uma desaceleração mais acentuada do mercado de trabalho e reforçaram a probabilidade de um corte de 25 pontos-base na reunião de dezembro.

Esse ajuste nas expectativas ocorreu apesar da resiliência do dólar — fator que usualmente exerce pressão negativa sobre o ouro — mas cujo impacto foi atenuado pela crescente convicção dos investidores de que o ciclo de aperto monetário está próximo do fim.

Ainda assim, o ambiente permanece assimétrico em termos de risco. Caso os próximos indicadores norte-americanos apresentem leituras acima do consenso, o Fed poderá adotar uma postura mais hawkish, reduzindo o espaço para cortes e potencialmente desencadeando movimentos corretivos no preço do ouro.

No curto prazo, a sustentação da cotação acima da faixa entre US$ 4.100 e US$ 4.150 por onça será determinante para a continuidade da tendência altista. Surpresas macroeconômicas adversas ou mudanças no discurso da autoridade monetária podem servir como catalisadores para ajustes de baixa.

Analise Petroleo (BRENT) – 24 Novembro 2025

O petróleo fechou o pregão desta segunda-feira em alta, refletindo um movimento de correção após uma sequência de quedas que vinha sendo alimentada pelo temor de excesso de oferta e pela volatilidade das narrativas geopolíticas envolvendo Rússia e Ucrânia.

O mercado permanece condicionado pela reprecificação do “prêmio de risco” associado ao conflito, especialmente após os sinais mais recentes de que Washington intensificou esforços diplomáticos em direção a um possível acordo de paz — um cenário que poderia resultar no relaxamento gradual das sanções e, portanto, no aumento das exportações de petróleo russo.

Essas especulações levaram Brent e WTI às mínimas de um mês na última sexta-feira, com quedas próximas de 1% no dia e acumulando recuos superiores a 3% na semana, à medida que os agentes passaram a incorporar a perspectiva de mais barris russos em um mercado que já projeta superávit para 2026.

Nesta sessão, porém, predominou uma leitura mais equilibrada: embora haja algum progresso diplomático, o mercado reconhece que qualquer acordo ainda está distante e que mudanças significativas nas sanções seriam implementadas de forma gradual. Esse ajuste de percepção ajudou a aliviar parte da pressão vendedora recente, permitindo uma recuperação técnica dos preços ao longo do dia.

Analise Ouro (XAUUSD) – 24 Novembro 2025

O ouro encerrou o dia em alta moderada, sustentado por um ambiente de incerteza que combina sinais contraditórios do Federal Reserve e um quadro geopolítico ainda delicado, enquanto o dólar permanece fortalecido no exterior.

A política monetária dos Estados Unidos segue no centro do radar: membros do Fed continuam enviando mensagens divergentes e aumentando a volatilidade das expectativas. De um lado, dirigentes mais dovish, como Christopher Waller, já admitem a possibilidade de um corte de juros em dezembro, citando a desaceleração do mercado de trabalho e o arrefecimento gradual da atividade.

Do outro, vozes mais cautelosas, como Lorie Logan, reforçam que a inflação ainda mostra resistência e que a política monetária permanece “moderadamente restritiva”, reduzindo a probabilidade de uma flexibilização iminente.

Nesse ambiente de disparidade nas comunicações do Fed, o ouro segue em compasso de espera por um catalisador mais decisivo — seja um dado de inflação mais fraco que force o Fed a adotar uma postura mais branda, seja uma deterioração repentina do cenário global que impulsione uma nova rodada de busca por proteção.

Analise Petroleo (BRENT) – 21 Novembro 2025

O mercado de petróleo encerrou a sessão desta sexta-feira em queda, com os investidores reprecificando o prêmio de risco geopolítico após sinais de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

A perspectiva de um possível acordo reduziu a percepção de interrupção prolongada na oferta e elevou a expectativa de retomada mais consistente das exportações russas, ampliando a projeção de oferta global e pressionando os preços do barril.

Além disso, o fortalecimento do dólar frente às principais moedas adicionou pressão vendedora. Como o petróleo é precificado em dólares, a valorização da moeda norte-americana encarece a commodity para investidores de outras regiões, reduzindo o apetite comprador e afetando diretamente o fluxo de demanda.

Esse conjunto de fatores contribuiu para um fechamento negativo, com o mercado ajustando posições à medida que diminui a necessidade de prêmio de risco e adota uma postura mais cautelosa no curto prazo.

Analise Ouro (XAUUSD) – 21 Novembro 2025

Hoje o metal dourado apresentou uma movimentação relativamente firme, sustentado por expectativas renovadas de corte de juros nos EUA. O preço do ouro à vista — mais especificamente o contrato principal de referência — vinha operando numa faixa abaixo de US$ 4.100 por onça, mas com ganhos graduais ao longo do dia.

O que “ligou o gatilho” nesta alta foi essencialmente o discurso do John C. Williams, presidente do Federal Reserve Bank of New York, que afirmou que o banco central ainda vê “espaço para um ajuste adicional no curto prazo” da taxa-fundamental. Essa fala estimulou as apostas de mercado de que um corte de juros em dezembro, ou próximo disso, está novamente no radar — e tais expectativas favoreceram o ouro, por ser um ativo sem rendimento que se beneficia mais num ambiente de taxas menores.

Mas há contrapontos que limitaram a euforia. O mercado de trabalho norte-americano apresentou dados mistos: os cargos não agrícolas (non-farm payrolls) vieram com +119.000 no mês, superando expectativas, ainda que a taxa de desemprego tenha atingido seu maior nível em quatro anos.

Essa combinação sugere que a economia ainda resiste, e isso implica que o Federal Reserve pode não se sentir confortável para cortar taxas de forma imediata. De fato, dias atrás, a ata do Fed indicava que há divergência interna sobre se um corte em dezembro seria adequado. Adicionalmente, o dólar americano mostrou alguma firmeza, o que tradicionalmente pesa contra o ouro (já que o ouro em dólar fica mais caro para quem opera em outras moedas)

Noticias de Mercado – 21 Novembro 2025

O feriado terminou com um impulso positivo para o Brasil após o governo Trump remover a tarifa adicional de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros, medida que tende a aliviar pressões externas e apoiar o Ibovespa no curto prazo. Apesar do impacto favorável, o cenário internacional pode limitar ganhos, já que o mau desempenho das bolsas nos EUA e a aversão ao risco seguem predominantes.

No ambiente político doméstico, a indicação de Jorge Messias ao STF gerou reação imediata no Senado, com Alcolumbre articulando votação de pautas sensíveis — elemento que adiciona ruído institucional ao cenário local. Também chamou atenção o incêndio no pavilhão da COP30, ampliando a exposição do país em meio a eventos globais.

Externamente, mesmo com resultados fortes da Nvidia, Wall Street encerrou em queda significativa na última sessão, e o payroll não alterou expectativas de política monetária para dezembro. Nesta sexta-feira, o foco dos mercados recai sobre PMIs globais, confiança do consumidor de Michigan, discursos de dirigentes do Fed e o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas no Brasil.

Os futuros em Nova York abriram em alta, mas perderam tração e operam próximos à estabilidade; na Europa, o movimento é de queda, acompanhando a reversão registrada nos EUA. O desempenho da Nvidia no pré-mercado não tem sido suficiente para mudar o humor global.

Noticias de Mercado – 18 Novembro 2025

Os mercados iniciam o dia em modo defensivo. A Home Depot divulga resultados antes da abertura em Nova York, mas o foco dos investidores está no balanço da Nvidia — cujo guidance será crucial para medir se o rali de IA segue sustentável ou já começa a dar sinais de exaustão. O humor deteriorado também reflete a reviravolta nas apostas para a reunião de dezembro do Federal Reserve, com o mercado agora majoritariamente precificando uma pausa nos cortes de juros.

Esse ambiente mais avesso ao risco contaminou os ativos locais, incluindo a curva de juros, que chegou a subir mesmo diante de fundamentos que poderiam favorecer queda. O mercado opera de olho nos próximos gatilhos macro dos EUA: payroll de setembro nesta quinta, além do PCE de outubro e do PIB do 3º tri no dia 26 — eventos que têm potencial de redefinir o cenário novamente.

No exterior, o sentimento é de cautela ampla. Os futuros das bolsas americanas recuam à espera tanto dos dados represados pelo shutdown quanto da performance dos ativos ligados à inteligência artificial. Na Europa, as principais praças caem mais de 1%, reforçando o clima global de aversão ao risco.

No Brasil, a agenda esvaziada deixa o mercado mais vulnerável ao exterior. O Ibovespa tende a refletir o aperto monetário doméstico, o recuo do petróleo e, por outro lado, encontra algum suporte no avanço do minério de ferro na China. As únicas leituras locais do dia são as prévias de inflação de novembro da Fipe e do IGP-M.

Analise Petroleo (BRENT) – 14 Novembro 2025

O petróleo encerrou o dia em alta moderada, sustentado por um ambiente de maior tensão geopolítica e dados mistos de oferta. O Brent avançou pouco mais de 2% e voltou a superar a região dos US$ 64, reagindo principalmente ao ataque de drones ucranianos que atingiu instalações no porto de Novorossiysk, um dos principais hubs de exportação da Rússia no Mar Negro.

A interrupção parcial da logística russa reacendeu receios de restrições de oferta em um momento em que o mercado vinha operando de forma mais cética, pressionado pela perspectiva de superávit para 2026 e por estoques robustos nos Estados Unidos.

Além disso, o sentimento global de mercado ainda é influenciado pela postura mais cautelosa do Federal Reserve, que tem sinalizado pouca pressa em cortar juros diante da inflação resistente. A menor liquidez e o aumento da aversão ao risco acabam gerando movimentos especulativos nas commodities, o que contribuiu para a volatilidade intradiária do petróleo.