
O mercado de petróleo fechou a sessão em território negativo, refletindo o desmonte parcial do prêmio de risco geopolítico após novos avanços diplomáticos nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.
A confirmação de que o presidente russo, Vladimir Putin, participou de uma reunião com a delegação americana liderada pelo enviado especial Steve Witkoff introduziu um vetor adicional de alívio às tensões, reduzindo a probabilidade percebida de interrupções relevantes na oferta russa no curto prazo.
Diante desse cenário, participantes do mercado promoveram ajustes relevantes em posições compradas, que haviam sido elevadas nas últimas semanas em função da possibilidade de escalada do conflito e de potenciais impactos sobre a logística e a exportação de petróleo pela Rússia.
Do ponto de vista fundamental, o movimento observado ao longo do dia não decorreu de alterações significativas nos balanços globais de oferta e demanda, mas sim de um processo de reprecificação do risco geopolítico. A demanda internacional permanece moderada, sobretudo na Europa e na Ásia, o que amplifica a sensibilidade dos preços a qualquer sinal de distensão no conflito.
A percepção de que os estoques globais seguem em níveis confortáveis reforçou essa dinâmica, limitando apostas em um cenário de déficit estrutural que pudesse sustentar preços mais elevados no curto prazo.




