
Hoje o metal dourado apresentou uma movimentação relativamente firme, sustentado por expectativas renovadas de corte de juros nos EUA. O preço do ouro à vista — mais especificamente o contrato principal de referência — vinha operando numa faixa abaixo de US$ 4.100 por onça, mas com ganhos graduais ao longo do dia.
O que “ligou o gatilho” nesta alta foi essencialmente o discurso do John C. Williams, presidente do Federal Reserve Bank of New York, que afirmou que o banco central ainda vê “espaço para um ajuste adicional no curto prazo” da taxa-fundamental. Essa fala estimulou as apostas de mercado de que um corte de juros em dezembro, ou próximo disso, está novamente no radar — e tais expectativas favoreceram o ouro, por ser um ativo sem rendimento que se beneficia mais num ambiente de taxas menores.
Mas há contrapontos que limitaram a euforia. O mercado de trabalho norte-americano apresentou dados mistos: os cargos não agrícolas (non-farm payrolls) vieram com +119.000 no mês, superando expectativas, ainda que a taxa de desemprego tenha atingido seu maior nível em quatro anos.
Essa combinação sugere que a economia ainda resiste, e isso implica que o Federal Reserve pode não se sentir confortável para cortar taxas de forma imediata. De fato, dias atrás, a ata do Fed indicava que há divergência interna sobre se um corte em dezembro seria adequado. Adicionalmente, o dólar americano mostrou alguma firmeza, o que tradicionalmente pesa contra o ouro (já que o ouro em dólar fica mais caro para quem opera em outras moedas)





