Analise Petroleo (BRENT) – 02 Dezembro 2025

O mercado de petróleo fechou a sessão em território negativo, refletindo o desmonte parcial do prêmio de risco geopolítico após novos avanços diplomáticos nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

A confirmação de que o presidente russo, Vladimir Putin, participou de uma reunião com a delegação americana liderada pelo enviado especial Steve Witkoff introduziu um vetor adicional de alívio às tensões, reduzindo a probabilidade percebida de interrupções relevantes na oferta russa no curto prazo.

Diante desse cenário, participantes do mercado promoveram ajustes relevantes em posições compradas, que haviam sido elevadas nas últimas semanas em função da possibilidade de escalada do conflito e de potenciais impactos sobre a logística e a exportação de petróleo pela Rússia.

Do ponto de vista fundamental, o movimento observado ao longo do dia não decorreu de alterações significativas nos balanços globais de oferta e demanda, mas sim de um processo de reprecificação do risco geopolítico. A demanda internacional permanece moderada, sobretudo na Europa e na Ásia, o que amplifica a sensibilidade dos preços a qualquer sinal de distensão no conflito.

A percepção de que os estoques globais seguem em níveis confortáveis reforçou essa dinâmica, limitando apostas em um cenário de déficit estrutural que pudesse sustentar preços mais elevados no curto prazo.

Analise Ouro (XAUUSD) – 02 Dezembro 2025

Hoje o mercado viu o ouro fechar em queda, pressionado por “ajustes” depois de um forte rali recente e pelo aumento do rendimento dos títulos dos EUA — elementos que reduziram o apelo do metal como porto-seguro. Além disso, parte do movimento de hoje parece vir de “take profit” por parte de investidores que compraram o metal nas últimas semanas diante da perspectiva de juros menores nos EUA buscando alvo na importante resistência dos US$ 4.250.

Em linhas gerais, o dia reforça um alerta de que, apesar da expectativa de flexibilização monetária — que segue sendo um fator de sustentação para o ouro — o metal está vulnerável a movimentos de curtíssimo prazo desencadeados por juros de títulos públicos e por mudanças na aversão ao risco. Se o Fed mantiver um discurso mais neutro ou se os dados econômicos se mostrarem resilientes, o ouro poderá sofrer mais pressão. Entretanto, num cenário de deterioração macroeconômica ou queda no dólar, o apelo por proteção ainda tende a beneficiar o metal.

Noticias de Mercado – 2 de Dezembro 2025

O mercado internacional inicia a semana buscando direção, em um ambiente marcado pela proximidade da decisão do Federal Reserve.
Com o Fed em período de silêncio antes do FOMC da próxima quarta-feira (10), Jerome Powell evitou comentários sobre política monetária em sua participação no Hoover Institution. Mesmo assim, as apostas no CME Group seguem amplamente inclinadas para um novo corte de 25 pontos-base ainda em 2025, com probabilidade ao redor de 88%. O dado de PCE de setembro, previsto para sexta-feira, permanece como o último potencial catalisador relevante antes da reunião.

Nos Estados Unidos, os futuros em Nova York sobem nesta terça-feira (2), corrigindo a fraqueza vista no início de dezembro, em meio à expectativa por sinais adicionais sobre o ritmo de afrouxamento monetário. Na Europa, as bolsas avançam de forma moderada antes dos dados de inflação, com o noticiário geopolítico — especialmente as tratativas envolvendo a guerra na Ucrânia — adicionando volatilidade marginal. Em Frankfurt, Bayer lidera os ganhos.

No Brasil, o mercado continua descolado do discurso mais duro de Galípolo e mantém majoritariamente a precificação de nova queda da Selic em janeiro. A agenda internacional é esvaziada hoje, o que reforça a atenção aos indicadores domésticos. O destaque local é a produção industrial de outubro, que deve mostrar retomada, enquanto o governo trabalha para reduzir as tensões no Congresso, que ameaçam contaminação da pauta econômica.